sexta-feira, 23 de abril de 2010

That's just the way it is!

A vida pode realmente nos pegar de surpresa, trazendo vários acontecimentos que só provam que devemos aproveitá-la ao máximo.
Mas o ruim é que, apesar de percebermos isso, às vezes esquecemos que uma reunião de trabalho possa ser adiada para passar mais tempo com a nossa família, ou então, ao invés de ficar trancado no quarto ouvindo música (faço muito isso), podemos ir estudar ou fazer exercício físico. Esquecemos que esses momentos, todos eles que vivemos, não viveremos mais.
Cada nanossegundo precisa ser aproveitado, com os amigos ou com a família, ou o tempo de estudo, ou qualquer outra coisa. Senão, algum dia a vida te prega uma peça e eles não vão mais estar lá. Ou então surge uma grande prova, que pode definir seu futuro, sua vida, e você não estudou nada. E aí nos sentiremos culpados por não termos aproveitado o máximo de tempo que podíamos com essas pessoas ou estudando para o teste.
Aproveitar o tempo antes, para não ser pego depois.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Versos Avulsos (ao acaso) IV

Se ao menos o mundo
Fosse um pouco melhor
O que eu poderia dizer?
Se ao menos as notícias
Fossem manipuladas
O que eu poderia fazer?
A resposta está dentro de mim.
Não podemos esperar outra pessoa
Vir com uma solução para o mundo
Já que tudo está dentro de nós
Bem lá no fundo.

Mas se o amor fosse compreensível
O que mudaria?
Será que eu morreria
Ou sobreviveria?
Meus versos são avulsos,
Vêm ao acaso,
Assim como o amor.
Sem a pessoa saber,
De repente ela cai em sua armadilha
E depois de um tempo percebe
Que está perdida.

Eu não deveria saber disso,
Pois nunca amei de verdade.
Eu também não poderia saber
Que às vezes o amor
Vem com a felicidade.
Essa sua rara companheira,
Que de repente sai do seu lado,
Para depois voltar com uma lição.

Eu comecei com um assunto
E mudei logo para outro.
Do mundo para o amor,
Do amor para a felicidade.
Fazendo rimas e versos aqui e ali,
Tirados do fundo do meu coração.
Mas assim é a vida
E essa é a verdade.

Mas eu não sabia que era tão desorganizada.

Versos Avulsos (ao acaso) III

Eu queria ser
Aquela garota
Que estuda todo dia
E se dá bem nas provas
Eu queria ser
Aquela escritora
Que todos admiram
E querem o seu livro
Eu queria ser
Aquela cantora
Com voz potente
E fãs loucos por ela
Eu queria ser
Aquela atriz de cinema
Que se envolve com a personagem
E não deixa passar nada
Eu queria saber
Por que não posso ser
Todas essas coisas
Se todas as pessoas
Num dia ou no outro
Desejam ser o que não são?

Versos Avulsos (ao acaso) II

Eu sou tão estranha
Ouço músicas que ninguém ouve
Leio livros que ninguém lê.
E ainda assim
Sou feliz
Por ser estranha
Só por isso.

Versos Avulsos (Ao acaso)

Olhei para o céu
E desejei ter
Muito mais do que eu
Podia aguentar
E agora
Eu preciso arcar com as consequências
Sem reclamar
Escrevendo versos
Sem criatividade
Eu me perdi
Nessas linhas confusas
Mas isso não importa
Se confio em mim mesma.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Cotidiano

Entrei na sala, me sentei atrás da minha amiga e fiquei uns segundos sem fazer nada. Olhei pro quadro, tonta de sono. O professor passou uma questão sobre Grau de Pureza. Levo mais uns 5 min. para perceber que tenho que copiar e resolver essa questão, mas lentamente.

Quando dou por mim, já estou vendo a correção da mesma no quadro. Como o tempo passa rápido...

Olho ao redor e vejo que todos vieram, porque vai ter simulado específico hoje.
Tomara que eu me dê bem.
Às vezes, eu queria ter inspiração infinita, mas não tão rápida de vir e ir. Assim, meus pensamentos ficariam mais organizados e eu poderia terminar todas as histórias que me vêm à cabeça.

Em quase todas, eu me baseio na realidade e coloco algum elemento fantástico, discreto ou não, como o poder da atração, ou coisas impossíveis de acontecer etc. Eu também coloco muito de mim mesma nas histórias. Tenho o costume de colocar o que eu gostaria que acontecesse comigo.

Mas eu tenho um, ou melhor, 3 defeitos: pouca inspiração, muita embromação (nas histórias) e pouca criatividade para títulos. Quem já leu o que eu escrevo deve ter percebido isso. Esse texto também nem tem título! As pessoas sempre dizem que eu escrevo bem, mas nunca falam dos meus defeitos como escritora amadora. Eu mesma os apontei. Não sei por que isso. Só duas até agora já fizeram isso, e foi no Nyah! Fanfiction.

Ah, e eu também me contrario muito às vezes. Para evitar isso, leio e releio o que escrevi umas duas ou três vezes. Devia ser mais.

Credo, sou tão autocrítica! Mas onde será que encontrei inspiração para esse texto? Talvez tenha sido numa pessoa especial. Ou no meu desejo de me tornar uma ótima escritora, "idolatrada" como Stephenie Meyer, ou talentosa como Clarice Lispector, ou fofa como Thalita Rebouças. Acho que, na verdade, eu queria ter um pouco de cada uma, e, assim, formar meu próprio estilo de escrever, para que as pessoas leiam um pequeno texto meu e já saibam que fui eu que o elaborei, sem precisar que cheguem ao final dele.

E, claro, acima de tudo, ser reconhecida pelo que sou e o que faço. Ou não. Isso é bem importante, mas quem se importa com a opinião dos outros quando se está feliz e satisfeita com o que faz?

Bem, me importando ou não, aí vou eu!

Caixa de Música

Melodia fina, suave...
Fazendo a bailarina girar
No ritmo da música.

Sem cansar, sem parar,
Girar a corda
Para a  música tocar.

Me lembra minha infância
Quando ganhei uma igualzinha
Ou quase.

Meu irmão adora ouvir
A bailarina dançar

E eu adoro ver
A música tocar.

Poem by Andressa

Nostalgia

Às vezes, a minha casa tem um cheiro curioso. Um cheiro nostálgico, carregado de lembranças. Podemos mudar a casa toda, colocá-la de cabeça pra baixo, embaralhar os cômodos, reformar, e ainda estará lá aquele cheiro inconfundível, impregnado nas paredes. Chega a ser assustador. Cada pedaço, cada molécula, cada átomo da casa carrega pelo menos uma lembrança, por mais pequena que seja.

Mas, para mim, a parte mais nostálgica da casa é o meu quarto. Mesmo que os móveis sejam outros agora, ainda falta trocar a escrivaninha, que me lembra da minha infância, de quando eu sentava lá pra fazer a lição de casa. Os meus diários antigos têm cada coisa... (isso é que é bom de ter diário escrito) Os meus CD's de 2007, 2008, têm músicas suuuper nostálgicas. Cada uma lembra uma parte da minha vida.

Enfim, não sei como terminar esse texto. Então boa tarde e boa sorte! ^.^

p.s.: voltei a postar depois de um loooongo tempo... é que eu não estava com muita vontade de escrever. Ugh, desculpem por isso, se é que tem alguém lendo.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Love Story (repeating "and"s)

You start to think you have a chance with him, and actually, you have. You start to talk to him and become a girl that he admires a bit, and he starts to think you're kinda funny, and you start to notice how nice he is, and think you were right when you decided getting him to like you.

And, when the things are really going right, you make a big mistake. Then, he's disappointed with you. You try to explain, but no one hears you, even when you say the reason was another than that.

Then, one day, when you're alone in the park, thinking you'll never make anyone see the truth, he appears. The boy of your dreams, that once said you're funny. You look at him, he looks at you, and then you start to apologize, "the reason was another, and this and that, i'm sorry...", then he interrupts you with a soon kiss. You start to wonder what's happening, and he says he understands you now, he knows the reason, he forgives you. And he says he's sorry for not believing you; you say it's okay.
Then you get out of the park holding his hand, and live happily ever after.

That's what i wanted, a love story, but it's hopeless, it only happen in movies.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Segunda feira no 1º ano

Saio de casa. Ando até a esquina e atravesso a rua. Poucas pessoas do meu lado, pois ainda é bastante cedo. Ando mais um pouco, e a sujeira na rua me dá nojo, mas logo esqueço. Dobro a rua, atravesso de novo, ando mais um pouco. Me sinto uma velha sedentária, pois já estou sem fôlego. Levanto a cabeça e vejo o céu, sem nuvens, mais lindo do que nunca, e me sinto um pouco melhor. Atravesso a maior rua do caminho inteiro, ando mais um pouco e paro, pois só dá pra atravessar a próxima rua no sinal, senão morrerei. Então o sinal fecha (para os carros) e eu atravesso a última rua. Viro à direita, ajeito a mochila nas costas, ando mais e entro na escola.

Ouço a inspetora falando "bom dia" repetidamente e passo direto por ela, sem responder, como a maioria dos alunos mal educados da região norte. Ando mais um pouco na direção da escada, subo dois lances, caminho mais, bebo água e entro na sala. Lá estão minhas colegas conversando, e minha melhor amiga sentada numa carteira enconstada na parede, lendo um livro qualquer, isolada das outras. Me aproximo e digo oi. Ela levanta os olhos do livro e me dá um bom dia. Eu sento atrás dela e começamos a conversar sobre alguma coisa. Quinze minutos depois, o professor de Química entra e começa a mandar todo mundo sentar e abrir a apostila. Eu pego a minha e abro também, começando a fazer os exercícios, mas com muita má vontade, pois estou com uma preguiça enorme. Logo eu largo tudo e começo a conversar com meu amigo, dessa vez. Aí a minha amiga também entra na conversa, depois, quase a sala inteira está conversando e há apenas umas 5 ou 6 pessoas resolvendo tudo. O professor nem liga. Depois, chega a aula de História, e a maioria da sala quase dormindo, sem nem prestar atenção. Faço um desenho numa folha do meu fichário. Depois é a aula de Redação, e, como estou com muita preguiça, só finjo que estou fazendo.

Chega a hora do intervalo, e desço com minha amiga para o nosso ponto onde a gente fica todo dia. O meu primo chega e começa a conversar conosco sobre filmes, animes, mangás e outras coisas mais. Aí, chega mais uma amiga minha da outra turma e entra na conversa também. Nos absorvemos tanto nisso que nem notamos a campa bater. Aí vem a inspetora e manda a gente subir pra sala. Nós subimos. Eu e minha amiga nos sentamos e continuamos conversando. Aí eu começo a fazer minha redação. A amiga pede minha opinião sobre a dela, e eu corrijo uns pouquíssimos erros de gramática e digo que está tudo ok. Ela pega o caderno de volta e eu continuo a minha redação. Depois, tem simulado de alguma matéria. Sem comentários sobre isso. Quando saio do simulado, totalmente arrasada por ter sido péssimo pra mim, encontro meus outros amigos, que dizem que foi superfácil.

Fico mais deprimida ainda, dou tchau e vou embora andando. Passo pelo mesmo caminho que fiz para ir, só que ao contrário, chego no prédio pingando de suor, dou oi pro porteiro e vou andando até o elevador, que fica a um milhão de quilômetros dali (eu moro no segundo bloco). Subo no elevador, entro no andar e aperto a campainha. A empregada abre a porta e diz oi, e eu entro em casa para mais uma tarde tediosa.

P.S.: São fatos reais.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Preconceito

Eu odeio isso. Eu queria poder fazer o que eu quisesse com gente preconceituosa, mas se fosse, seria presa por cem anos e ainda seria conhecida como aberração da natureza que não sabe controlar os próprios instintos. E também, se fosse com TODAS as pessoas preconceituosas, não sobraria gente no mundo, só as crianças pequenas, que aceitam qualquer amigo sem distinção (isso que é bom na infância). Até EU MESMA sou preconceituosa! Eu reclamo e falo, mas se eu estiver na rua e alguém muito pobre passar por mim, finjo que não estou vendo como qualquer outra pessoa arrogante por aí.

O preconceito existe porque isso é NORMAL entre os humanos. Nós realmente temos um instinto de julgar os outros pela aparência, além de religião, opção sexual e deficiência (qualquer uma serve). Meu primo o-d-e-i-a homossexuais. Mas mesmo assim ele não mata nem tortura ninguém por ser gay. Apenas é indiferente.

E todos deviam ser assim, nesse aspecto: cada um na sua, sendo amigos sem se importar com essas pequenas diferenças (pelo menos deviam ser consideradas pequenas). Todo mundo já ouviu que "preconceito não tá com nada", e "somos todos iguais". O papo pode ser clichê, mas é a pura verdade. E aí eu digo mais um coisa clichê: Vamos exercer a cidadania e aceitar as pessoas como elas são.

Eu vou tentar, e você? ;)